[Resenha] Tudo o que ela sempre quis, de Barbara Freethy



Já comentei como acho esse título curioso? Parece nome de música! E, já que estamos falando de coisas visuais, tenho também que comentar: essa capa não tem sentido algum. É capa de chick-lit, ou de algo mais romântico. Claro que esse livro tem romance, mas o maior foco é o suspense, por isso acho esquisito pôr uma foto de uma moça “feliz”, andando pela praia num dia ensolarado.


Bem, mas sobre a história mesmo, ela é boa. Na verdade, me surpreendeu bastante, pois, pela capa, eu achava que seria um romance daqueles bem melosos, mas não tem muito disso. O grande foco é mesmo o mistério: quem matou Emily há tantos anos atrás? E quem é essa pessoa que está escrevendo um livro – best-seller, aliás – que conta uma história igualzinha a essa? Isso tem um toque meio “Pretty Little Liars”, né? Eu lembrei na hora da “-A” ameçando as garotas por mensagens. Mas aqui, as coisas são bem diferentes.



“- Não estou usando a família como desculpa ou muleta.

- Espero que esteja dizendo a verdade, pois Emily não quereria que desistisse dos seus sonhos por causa dela. Ela o amava muito. E era uma grande incentivadora das pessoas que viviam tudo até o fim. Ela fez com que eu experimentasse coisas que nunca consideraria. Era muito curiosa e tinha alegria de viver. Emily fez com que eu acreditasse que o mundo era belo e que olhar para frente é muito melhor que olhar para trás.” (pág. 98)



Além de ser um livro protagonizado por pessoas mais velhas – o que deixa a comparação com PLL bem difícil de fazer – a misteriosa pessoa atrás do livro é bem mais sutil que “-A”. Afinal, ela não deixou claro que é de fato, uma recontagem da noite da morte de Emily, apenas jogou um “peso na consciência” dos envolvidos – Natalie, uma jovem que era uma das melhores amigas de Emily, agora uma médica; Cole, o ex de Natalie e curiosamente, o irmão da falecida. Natalie e Cole tiveram um término ruim e desde antes, nunca mais se viram; Laura, uma moça já casada com o namorado de faculdade e que se considerava a mais “fraca” das quatro, Drew – um cara esquisito, grosso e suspeito – e outra melhor amiga de Emily, Madison, que agora é uma poderosa mulher e Dylan, o mais misterioso, que era grande amigo de Cole.


Você pode pensar que são vários personagens principais – três moças e três caras – mas na verdade está na medida certa. Cada um tem sua função na história e, claro, há suspeitas em cima de vários. Eu fiquei desconfiada de que pudesse ser um deles, mas não tinha muita certeza. Afinal, será mesmo que o grupo de amigos, que era tão unido, seria capaz de algo assim? E é essa a grande questão.


Nós ficamos sabendo um pouco da vida de cada um, como se viraram depois do que aconteceu com Emily, como mudaram. No entanto, o que tem mais foco é a história de Natalie e Cole. Natalie é o mais próximo que temos de uma “protagonista” – talvez porque, no final das contas, fosse a mais próxima de Emily e tivesse prometido aos pais dela tomar conta da mesma. Cole, que era seu ex-namorado, também mudou muito, sendo que agora trabalha no jornal da família. Achei meio óbvia essa reaproximação deles, mas ela foi bem feita. Não foi algo de supetão e eles tiveram que lavar a roupa suja antes de qualquer coisa, o que tornou aquilo mais “acreditável”.



“- Talvez, talvez, talvez. A vida não é talvez, ou se, ou deveria ter sido. Todos nós fazemos escolhas, algumas ruins, outras boas. Emily fez escolhas também (...). Você não teve nada a ver com nenhuma dessas coisas. A Emily perfeita não existe. Já está na hora de nos conscientizarmos disso e deixarmos que ela se vá.” (pág. 298)



Gostei bastante de como a história foi desenvolvida. A narrativa em 3ª pessoa é ótima, porque não me cansou com os pensamentos repetitivos de nenhum dos personagens – mesmo porque, nenhum deles me agradou tanto assim. A resolução do suspense também foi boa, porque não foi completamente aleatória nem pegou alguém sem sentido. É um livro bom, com um suspense legal, mas também com romance e a escrita é legal. Não tem um plot totalmente inovador, mas a Barbara certamente fez uma história interessante.

 

(Quatro estrelas)


Autor(a): Barbara Freethy
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012 (Brasil) - 2000 (Original)
Páginas: 320 (Brasil) -416 (Original)
Nome original: All She Ever Wanted
Coleção: -








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9 comentários:

  1. Então, eu achava que esse livro era alguma espécie de chick-lit hahah A Novo Conceito tá com essa onda de colocar capas nonsense pros livros, enfim.
    Achei a história bem legal, bateu uma pontinha de arrependimento por não ter pego esse livro pra resenha. Talvez eu leia, boa resenha.



    Bjs

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  2. Gosto de livros assim, que deixam esse ar de suspense. Pensei que fosse mais uma história romântica, mas pelo visto tem bem mais para ser visto. Fiquei curiosa.

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  3. O livro me parece muito bom
    quero ler.

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  4. Adorei a história de mist´rio envolvida. E claro, como não lembrar de PLL??? rsrsr

    E realmente, analisando a capa, parecia ser outro tipo de história....
    Beijos

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  5. Já conheçia o livro, adoro esse tipo de narrativa.

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  6. Estou louca pra ler este livro...resenha está ótima... o suspense me deixa mais curiosa para lê-lo!

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  7. Nossa, que bom que a narrativa não cansa! Estou super curiosa para ler este livro!

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  8. Thaynara ribeiro comentou:

    "Amei conhecer o livro, gostei bastante. Concordo com vc pela capa e pelo título parece ser bem romântico. Quero saber logo quem matou a Emily!!! Preciso desse livro."

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  9. Adoro mistérios e o livro me parece muito bom.

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