quarta-feira, setembro 08, 2010

Resenha do livro "Viagem Ao Centro Da Terra", de Júlio Verne

1 Comentário

Autor: Júlio Verne

Editora: Martin Claret
Coleção: "A Obra-Prima De Cada Autor"
Ano: 2004
Págs: 213
Título Original: Le Voyage Au Centre De La Terrre
Sinopse: Na sua tranquila casa de Hamburgo, o excêntrico Professor Lidenbrock descobre, por acaso, o manuscrito de um alquimista islandês do século XVI, no qual este revela ter atingido o centro da Terra através da cratera do Sneffels, vulcão extinto da Islândia. Seguir-lhe as pisadas é a determinação imediata do sábio que, logo um mês depois, inicia a sua arriscada viagem na companhia do sobrinho Axel e de um guia local chamado Hans. Os três homens penetram pois, nas entranhas do globo terrestre, mas muitas e pasmosas surpresas os aguardam, ultrapassando mesmo todas as mais ousadas expectativas de qualquer dos viajantes: depois de percorrerem inúmeros poços e corredores deparam com uma caverna enorme na qual existe um mar, atravessam uma floresta de cogumelos, assistem a um combate de monstros pré-históricos e chegam a ver, vivos, os homens da era terciária representados por gigantes que se dedicam ao pastoreio de mastodontes.

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Eu sei que é bem atípico alguém fazer uma resenha sobre esse livro, mas eu achei até que bem interessante, e ao mesmo tempo educativo.
Eu li a versão de uma coleção chamada A Obra-Prima De Cada Autor, que publica os principais livros de autores famosos com uma linguagem melhorada.
A história, em si, não é difícil de se entender, mas há várias palavras "científicas", cujo significado às vezes fica meio difícil de se entender.
A história é contada em 1ª pessoa, (Axel), e mostra tudo o que ele pensa sobre seu tio, o professor Lidenbrock, um gênio excêntrico. O professor acha, em um dos seus livros, um pergaminho, que diria como chegar ao centro da Terra. Axel mostra-se totalmente inc
rédulo, já que acha que jamais sobreviveriam, pois segue a teoria do calor interno.
Já no começo da história se nota as várias palavras mais complicadas, muitas vezes estranhas. A tradução várias vezes fala em estilos que não usamos atualmente, como dar-te-ei (exemplo), ao invés de simplesmente "te darei".
Apesar dos atritos em que os dois (Axel e Lidenbrock) sempre estão, quando Axel se encontra em grave perigo, é comprovado que sim, Lidenbrock se importa com ele.
Há também Hans, o guia que é como um guarda-costas de Lidenbrock e Axel. Ele não se importa com os perigos que vivencia e por isso mesmo é um personagem um tanto instigante.
No resumo, o que eu mais achei "sem graça" foi o final, que deixa um pouco, na minha opinião, a desejar.
No entanto, apesar da linguagem difícil e das palavras mais complicadas, é um dos livros clássicos que nós não podemos morrer sem ler.

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Ocorreram muitas adaptações famosas para filme desse livro (como aconteceram com tantos outros livros de Júlio Verne), sendo que a mais recente, de 2008, mudou um pouco a história, contando-a como se fosse nos dias atuais.
Há a mais antiga, de 1959, um clássico.
O que acharam? Vale a pena ler? Comentem.

Um comentário:

  1. AMOAMOAMOAMO esse livro! Fica a dica, a tradução da Martin-Claret é sempre muito ruim, tenta reler o livro com uma edição da Martins Fontes. O Professor Lidenbrock, junto com o Capitão Nemo, é o meu personagem favorito do Júlio Verne. Depois leia 20,000 Léguas Submarinas, é ainda mais legal.

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